Não consigo escrever no mesmo compasso em que as coisas acontecem. Deve ser natural. Deve ser por isso que as pessoas mais velhas que tem seus filhos crescidos sempre dizem que nem se lembram mais de como eram as coisas. Não dá tempo de registrar tudo no papel, quiçá na memória.
O Chico se desenvolve bem rápido. Já fala algumas sílabas e eu não sei dizer exatamente quanto tempo faz. Acho que ele fala algo parecido com água e acho que quando alguém diz "oi" ele responde "ô".
Ele engatinha de um jeito engraçado, meio que com um pé no chão. É como se quisesse antecipar ao menos um pouco o caminhar, e aí vai um joelho, uma mão, um pé...
No berçário ele fica super bem, volta sempre animadinho. Coincidência ou não, já teve um monte de resfriados. Lá elas medem o quanto ele come por colheradas. Ontem jantou 50 colheres! No início o comum eram umas 25, 28 no máximo. É inegável que lá ele aprende coisinhas que a gente não fica ensinando em casa pelo simples fato de não querermos fazer uma sobrecarga de estímulos. Outro dia ele pegou um caminhãozinho dele e ficou fazendo "vrrumm vrrumm". Antes disso ele aprendeu a brincar com chocalho e agora ele adora. Sai engatinhando pela casa e batendo o chocalho no chão.
Na semana passada o Maurício disse que foi a primeira vez que o Chico foi sozinho pro nosso quarto. Geralmente ele sai da sala e vai até a cozinha ficar conosco (nunca perdemos o contato visual... é nessa hora que ele pode tentar comer um tênis sujo!), mas teve um dia que ele saiu desbravando a casa.
Logo que fez 9 meses o Chico ficou um grude comigo. Acho que foi logo depois do Maurício passar uns dias fora, não lembro se em Pernambuco ou no Sul. Foi como se ele começasse a se dar conta de que não somos uma coisa só e tivesse medo de eu ir e não voltar. Depois passou e ele começou a se soltar mais com as outras pessoas. Fiquei com medo que nosso filhote virasse um bichinho cheio de manhas, mas essa não parece ser a natureza dele.
Teve um dia bem nesse período que fomos eu e Chico visitar a Ana. Foi legal, mas bem rápido. O Chico não tava muito relaxado. Ah, nesse dia ele comeu pêssego pela primeira vez.
De lá para cá fomos de metrô visitar a Amanda. Ela fez um pão delicioso, sueco eu acho. Maurício nos encontrou lá e voltamos juntos.
Domingo Maurício e eu trabalhamos e por isso o Chico foi com a tia Verô almoçar na casa do vô Ricardo. Disseram que foi tudo bem, que ele comeu pacas e a Verô pensou que ele fosse explodir.
Tem isso! De uns tempos pra cá o Chico fica feliz em fazer suas refeições conosco. Adora comer do nosso prato. Ele sempre come uma bolacha ou um pedaço de pão no nosso café da manhã.
Bom, vou deixar um pouquinho pro Maurício.